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Itens filtrados por data: Julho 2016

Não existe mercado de seguros desenvolvido sem uma mão de obra adequadamente qualificada. A afirmação foi feita pelo presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, em entrevista exclusiva ao CQCS. Segundo ele, nos seus 45 anos de existência, a escola vem cumprindo com louvor o papel de protagonista desse processo de qualificação, seja de corretores de seguros ou de profissionais de diferentes áreas de atuação, nas seguradoras e nas empresas prestadoras de serviços. “A escola nasceu para formar corretores de seguros, como estabeleceu a Lei 4594 (que regulamenta a corretagem de seguros), atribuição que era do Instituto de Resseguros do Brasil. Depois, ampliou horizontes e hoje responde pela formação e qualificação de toda a mão de obra do mercado”, frisou.

Robert Bittar acrescentou que a atuação da Escola, hoje, vai muito além do ensino presencial, o que a diferencia de outras instituições do gênero internacionais.

Nesse contexto, são intensos os investimentos em outras frentes, como os portais de relacionamento com a sociedade, a exemplo do site Tudo Sobre Seguros (http://www.tudosobreseguros.org.br/portal/pagina.php?l=267) e do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (http://cpes.org/).

Outro destaque é o programa de palestras, realizadas em todo o Brasil. Por ano, são realizados mais 270 eventos. “Isso representa, em média, mais de uma palestra por dia útil”, assinalou o presidente da Escola, citando ainda os investimentos em programas sociais, como o “Amigo do Seguro”, que dá a oportunidade a jovens carentes de ter uma formação básica em seguros e trabalhar em empresas do setor.

Para ele, é fundamental que Escola se reinvente constantemente para acompanhar de perto a evolução natural do mercado. Nesse sentido, em breve haverá novidades importantes na formação profissional. “A tecnologia vai nos ajudar a ganhar capilaridade. Como não faz sentido investir em novas instalações físicas, além das que já temos, vamos disponibilizar o máximo possível de cursos pela ferramenta do ensino a distância, seja para níveis técnicos ou preparatórios de habilitação de corretores de seguros e até na graduação de tecnólogos, a partir de 2017, e do MBA, para o qual buscamos autorização do Ministério da Educação”, concluiu.

Seguro de vida ainda tem pouco apelo entre brasileiros

Apenas 12% dos brasileiros que têm algum tipo de seguro contrataram um seguro de vida e aqueles que não têm o produto dizem não ver sentido em pagar por algo que não vão usar, apontam pesquisas feitas pelo grupo segurador BB e Mafre para tentar identificar por que essa proteção tem tão pouco apelo entre a população.

O seguro de vida oferece proteção financeira ao próprio cliente –no caso de invalidez ou doença grave, como câncer, por exemplo– ou aos seus dependentes, se ele morrer. Pode ser contratado por prazo determinado (um ano, por exemplo, com renovação anual) ou ser vitalício.

O principal objetivo é dar suporte financeiro a uma família em caso de falecimento ou incapacidade temporária do provedor principal, dando um tempo para que os dependentes consigam ter uma renda e reorganizar a vida. A estimativa é que esse período "protegido" deve ser de, pelo menos, dois anos.

Como raramente usufrui dos benefícios do produto em vida, o cliente atribui ao seguro a sensação de "dinheiro jogado fora". Um dos levantamentos, por exemplo, mostra que um dos motivos para não ter o produto é a ideia de que parte do dinheiro será usado para sustentar um amante do cônjuge.

Os entrevistados dizem também recear que o dinheiro provoque a ganância de familiares e casos de assassinatos na família ou ainda que traga mau agouro.

"As pessoas não gostam de falar sobre morte. É uma barreira emocional, uma das dificuldades para abordar os clientes na venda dos produtos", diz Ângela de Assis, diretora comercial e de operações da BB Seguridade. A preocupação em driblar isso é ainda maior porque o produto oferece uma boa margem de lucro, acima do seguro de veículos, por exemplo.

PARA QUEM?

Entre os brasileiros que têm seguro de vida, mais da metade (58%) diz ter contratado o produto em banco. Mas, apesar da insistência do gerente em efetuar a venda, planejadores financeiros alertam que não é interessante para todo mundo.

Assim como não faz nenhum sentido contratar um seguro de carro se o cliente não tiver o próprio automóvel, o seguro de vida é válido para quem tem dependentes que sofrerão caso um dos membros da família não possa mais ajudar no sustento da casa. "O seguro é feito para cobrir uma deficiência patrimonial, para ajudar a família a sobreviver em caso de morte do provedor principal", reforça Michael Viriato, professor do Insper, instituto de pesquisa e ensino.

Para jovens universitários sem dependentes, por exemplo, o produto não faz nenhum sentido. Para idosos, a barreira é o preço elevado. Nesses dois casos, a recomendação é investir o dinheiro que seria destinado às mensalidades do seguro em aplicações de renda fixa.

O custo médio do seguro vai aumentando conforme o cliente vai envelhecendo, conforme mostra levantamento da corretora de seguros MDS realizado com três seguradoras.

Um homem sem doenças preexistentes com capital segurado de R$ 100 mil, cobertura de invalidez total ou parcial por acidente, invalidez funcional total e permanente por doença e assistência funeral tem um custo médio de R$ 43,80 por mês. Já um de 55 anos pagaria R$ 194,24. Aos 65 anos, o valor salta para R$ 464,19.

Com base nessas pesquisas, a BB Seguridade fará mudanças no portfólio neste mês para tentar minimizar a sensação de que apenas outros membros da família serão beneficiados. Entre elas, ampliar a cobertura de doenças graves, incluir diárias por internação hospitalar e aumentar a idade de entrada no produto –de 65 para 70 anos. 

REVISTA COBERTURA MERCADO DE SEGUROS

75% das companhias de seguro pesquisadas pela KPMG não pretendem mudar o modelo operacional vigente

De acordo com o estudo “Capacitado para o futuro: setor de seguros reinventado” (Empowered for the future: insurance reinvented), realizado pela KPMG Internacional em parceria com a Forbes Insights, 75% das companhias de seguro entrevistadas não preveem rupturas e quebra de paradigmas nos modelos operacionais atrelados ao cliente. A pesquisa apontou que, apesar disso, mais da metade (53%) acredita que mudanças modernizadoras na empresa podem gerar ganhos em curto prazo. O levantamento conta com entrevistas de 70 executivos de seguradoras, sendo 48% são da Europa, 33% das Américas e 19% da Ásia-Pacífico.

Segundo a sócia da KPMG, Luciene Magalhães, as empresas têm consciência da necessidade de transformação visando ao cliente, mas um número pequeno realmente se modificou. “Parece que muitas seguradoras estão mais focadas em políticas regulatórias e não estão dando a atenção necessária às mudanças nas preferências e nas necessidades do usuário. Essa deveria ser a inspiração para os esforços das seguradoras em reinventar-se. Aprimorar a empresa para os clientes é o que a diferencia", afirma ela.

O relatório mostra, ainda, que o setor de seguros enxerga a tecnologia como um catalisador de mudanças. De acordo com a pesquisa, os fatores que mais incentivariam uma transformação nas empresas seriam novas plataformas móveis (47%), redes e colaboração sociais (45%) e análise de dados (41%). Já mais de 30% dos entrevistados disseram que observam organizações de outros setores que utilizam tecnologias disruptivas para encontrar inspirações que os ajudem a se reinventarem.

Para o estudo completo, acesse: https://home.kpmg.com/xx/en/home/insights/2016/06/empowered-for-the-future-insurance-reinvented-fs.html

Enquanto a expectativa de vida do brasileiro só cresce, a força de trabalho que sustenta as aposentadorias e pensões não acompanha o mesmo ritmo.

O brasileiro vive cada vez mais, o que é uma ótima notícia. Mas, por outro lado, nascem cada vez menos brasileiros, o que gera um desequilíbrio preocupante, pois o país envelhece e a força de trabalho que sustenta as aposentadorias e pensões não cresce no mesmo ritmo. Ou seja: o rombo da previdência só aumenta e cria um enorme desafio para o futuro do país. Como desatar esse nó? Assista à reportagem de Sônia Bridi.

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